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Major de Itapetininga diz que os policiais agiram em legítima defesa.
Dois inquéritos foram instaurados; resultado deve sair em 40 dias.


Os dois soldados da Polícia Militar, apontados como autores dos disparos contra um homem de 31 anos durante abordagem, estão afastados das atividades operacionais. Em entrevista ao G1 na tarde desta segunda-feira (3), o major Benedito Tadeu Galende, subcomandante do 22º Batalhão da Polícia Militar de Itapetininga, informou que os PMs deverão ficar sem trabalhar enquanto o caso é investigado, mas garante que os homens agiram em legítima defesa depois de serem agredidos pelo baleado.
Ainda segundo o major, um inquérito foi instaurado pela PM para apurar se houve excesso por parte dos policiais envolvidos na ocorrência. O prazo para a conclusão é de 40 dias. As armas usadas pelos soldados durante a ação foram apreendidas.
O caso ocorreu no último sábado (1º) no Distrito do Rechã. O morador Tiago Guimarães de Proença, que sofre de distúrbios mentais, agrediu os policiais com uma bengala. O subcomandante explicou que a polícia foi acionada devido a uma ocorrência de agressão familiar. Ele conta que a denúncia era de que Tiago teria agredido o pai. Dois policiais militares foram até o local da denúncia e, de acordo com Galende, um dos PMs foi golpeado na cabeça e posteriormente no braço. Ainda de acordo com ele, o agressor teria chegado até os PMs pelas costas.Em fotos cedidas pela Polícia Militar, um dos soldados que atirou em Tiago aparece com a cabeça enfaixada após levar dez pontos para fechar o ferimento. Segundo o major, quando o outro soldado tentou imobilizar a vítima também foi golpeado no braço. Para tentar deter o homem que, de acordo com os policiais estava bastante agressivo, cada um dos policiais disparou cinco tiros e quatro deles acertaram Tiago. Galende disse que um tiro atingiu a perna esquerda, um o braço esquerdo, o outro de raspão na bochecha esquerda e o último atingiu o abdômen. Já a assessoria de imprensa do Hospital Regional, onde o homem está internado, informou que foram seis tiros sendo dois no rosto, dois no abdômen e dois no braço.
Os dois policiais envolvidos disseram em depoimento que em um primeiro momento dispararam no rapaz para se defender. “O policial agredido inicialmente efetuou os disparos em direção ao chão. O outro PM também efetuou os disparos em direção ao chão. Somente vendo que a pessoa não parava de bater e que ele podia vir a matar os dois policiais militares é que ocorreram disparos em direção a ele”, afirma.
 
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