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Registro neste sábado (15) é o terceiro feito na cidade em cinco meses.
Em setembro de 2013, parte da cidade foi devastada por um tornado.
A formação de uma nuvem funil, que tem as mesmas características visuais de um tornado, assustou novamente moradores de Taquarituba (SP), cidade que há menos de seis meses foi parcialmente destruída por um tornado. A nuvem foi registrada por moradores da cidade na tarde deste sábado (15) O morador Édimo Prado, quem registrou uma foto do fenômeno, conta que desde o tornado, em setembro de 2013, passou a ficar mais atento às mudanças no tempo. Neste sábado, quando percebeu que nuvens carregadas começavam a se formar no céu, ficou observando e viu quando a nuvem funil apareceu. “Desde o tornado, vivemos em constante estado de alerta e com medo. Tenho 42 anos e nasci aqui em Taquarituba. Até o ano passado, nunca tinha visto nada parecido com o que passamos. Agora, mais uma vez achamos que estávamos ameaçados”, diz o moradorJá o morador Vitor Israel registrou a formação em vídeo (veja ao lado). Ele afirma que a nuvem circulou a região por aproximadamente 30 minutos. O rapaz também ressalta que o fenômeno trouxe pânico a muitas pessoas. "Todo mundo fica com medo. E desde o tornado, esta é a segunda vez que essa nSobre as reincidências desse fenômeno, oG1 acompanhou os casos. Ainda no ano passado, 31 dias após o tornado, outro morador registrou o fenômeno na zona rural da cidade, entre Taquarituba e Itaberá (SP). Já em dezembro, mais um caso de nuvem funil, só que desta vez em Itaí (SP), que fica a 22 quilômetros de Taquarituba.Segundo especialistas do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (CPTEC-Inpe), a nuvem funil é formada pelas mesmas características de um tornado. O meteorologista Pedro Costa conta que para ser confirmado como tornado, o funil que sai das nuvens deve chegar ao chão. “Como não é o caso, o evento é chamado de nuvem funil", explica.Ele ainda explica que tanto no tornado quanto na nuvem funil há um choque entre duas frentes de temperatura. “Uma quente e outra fria, que se colidem e descem fazendo um movimento na vertical. A diferença é que a nuvem funil é um choque entre temperaturas não tão distantes, porque quanto maior a diferença das temperaturas, maior as chances deste funil encostar no chão", afirma.

Fonte G1

 
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