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Eles reivindicam o não repasse de benefícios municipais.
Falta de médicos também é motivo da manifestação.

Alguns moradores estiveram em frente ao prédio da Prefeitura de Itaí (SP), nesta quinta-feira (13), para cobrar melhorias para a cidade e um parecer da gestão atual. Entre as principais reivindicações, estão a falta de médicos e o não repasse de alguns benefícios municipais.
Uma das participantes do manifesto, a dona de casa Luciane de Campos diz que está sem receber desde o mês passado a cesta básica e o leite que são distribuídos pela prefeitura: “Queremos saber onde estão os leites de caixinha, porque o povo está há dois meses sem pegar. O cartão da cesta básica está jogado há dois meses na bolsa, porque não consigo retirar”, exclama.
Já a dona de casa Michele Silva Reis, se queixou sobre o atendimento na santa casa. Ela está grávida de quatro meses e não pode mais contar com o acompanhamento de um médico ginecologista. O acompanhamento que a dona de casa estava fazendo em Itaí será interrompido. “Não tenho recurso para ir à outra cidade e nem para fazer um pré-natal particular. Não sei o que fazer”, lamenta.
Segundo o provedor da Santa Casa, Honorato Ferraz da Silva, apesar da falta de ginecologista e do atraso no salário dos médicos, o atendimento à população não foi prejudicado. “Nós firmamos um contrato com a cidade de Avaré, então está sendo atendido normalmente as gestantes. Acontece que na gestão anterior nós pagamos a médicos atrasados do ano 2012 e 2013, e isso causou agora o atraso agora no fim do ano. Mas isso está sendo estudado e a partir de janeiro será solucionado”, afirma.
O prefeito de Itaí, Valmir Domingos, afirma que a empresa responsável pela entrega da cesta básica e do leite não estaria fornecendo a quantia pedida nas datas combinadas. A prefeitura notificou a empresa e o prazo estipulado para resolver o problema é até semana que vem.
Em relação à falta de médicos e o atraso nos salários na santa casa, o prefeito disse que o repasse da verba de R$ 350 mil por mês está sendo feito normalmente, mas como a instituição tem dívidas desde o ano de 2010, o dinheiro repassado estaria sendo usado para quitar os débitos e não para pagar os funcionários, e que isso seria irregular. Valmir ainda confirmou que já está providenciando os documentos para encaminhar o caso ao Ministério Público.

 fonte G1

 
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