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Segundo concessionária, solo seco absorveu chuva desta semana.
Nível de água está perto de bater recorde de menor da história

A chuva que voltou à região no início da semana não foi suficiente para normalizar o volume de água na represa de Jurumirim, na região de Avaré (SP). De acordo com a concessionária que administra a represa, a água da chuva dos últimos dias foi absorvida pelo solo que estava seco e não foi suficiente para aumentar o volume do reservatório. Atualmente o reservatório opera com 15,5% da capacidade total.
O baixo nível da represa é visível: a faixa de areia está cada vez maior, atualmente a distância na areia chega a cem metros, e trechos antes cobertos pela água aparecem. Alguns tocos de madeira que estavam submersos, já são visíveis e foram sinalizados para evitar acidentes. Segundo o encarregado pela marina, Agenor Carvalho, as embarcações da marina instalada no local estão paradas e a recomendação aos clientes é para que não se arrisquem a navegar. “Era movimentado, a represa estava cheia. Vinha bastante gente de fora, turistas. Agora está feio, o movimento caiu bastante”, afirma.

No balneário Costa Azul a paisagem também foi modificada. É possível caminhar onde antes havia água. Em um hotel da região, a boia que define uma área para lazer com segurança, já está no chão. O pouco de água que restou próximo ao tablado de pesca, no camping municipal, não atrai mais pescadores.

Em julho deste ano, o volume médio da represa estava em 38%. Em agosto marcou 32%, mas caiu para 25% em setembro, 21% em outubro e 15,5% em novembro. O número é próximo do pior registro dos últimos 32 anos, quando em julho de 2000, o índice chegou a 14,4%.

Porém, ainda conforme a concessionária, apesar da baixa considerável, a usina hidrelétrica continua em operação. Mas para a paisagem melhorar, vai ser preciso muita chuva.

Com a aproximação do período de férias escolares e a temporada de verão, a Secretaria Municipal de Turismo de Avaré alerta os banhistas que frequentam o camping municipal e o balneário Costa Azul sobre o perigo de afogamento. Com a baixa do nível da represa, regiões mais profundas passaram a ficar perto das margens, o que aumenta o risco de afogamento. Para agravar situação, existem no leito buracos com mais de 10 metros de profundidade. Como prevenção, foram instaladas placas de advertência em toda a orla.


Do G1 Itapetininga e Região



 
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