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Segurança é preso por denúncia de constranger deficiente em banco

 

Vítima de Avaré (SP) diz que entrou no prédio só depois de várias tentativas.
Caixa Econômica Federal confirma, mas diz que segurança fez liberação.
 Um segurança de 39 anos foi preso após ser denunciado por constranger o deficiente físico Luiz Henrique da Costa, de 47 anos, que tentava entrar em uma agência bancária em Avaré (SP). Costa usa uma prótese por ter uma das pernas mais curta que a outra, segundo ele. O cliente do banco, que é cabeleireiro, alegou que foi impedido de entrar no local por causa da prótese que tem metal, e que só conseguiu após quatro tentativas de passar na porta-giratória. O caso ocorreu na tarde de segunda-feira (14), mas divulgado nesta terça-feira (15). “Mostrei o problema para o segurança e ele me falou que eu não tinha nada”, relata
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima afirma também que sentiu-se humilhada e constrangida porque o segurança não permitia a entrada enquanto todos os clientes observavam o fato. Conforme a Polícia Civil, policiais foram até à agência e o segurança foi encaminhado para a delegacia. O suspeito foi acusado de injúria real e o delegado impôs fiança de R$ 800. Ele pagou o valor e foi liberado em seguida para responder em liberdade.
A Caixa Econômica Federal (CEF) confirma que a porta giratória travou ao identificar o metal, mas alega que quando o cliente se identificou como portador de prótese, a segurança seguiu com o procedimento de liberação. A empresa diz que acompanha o caso com a empresa prestadora de serviço de segurança e contribui com as autoridades policiais. Por fim, afirma que as portas giratórias são usadas para impedir o acesso de pessoas armadas e nunca para criar obstáculos aos usuários. O objetivo é proteger os clientes, os empregados e o patrimônio, complementa a CEF.
Ainda de acordo com Costa, foi preciso esperar aproximadamente meia hora em frente à unidade bancária até que liberassem a entrada. Ele também revela que a atitude do segurança o deixou surpreso. “Sou cliente há 20 anos do local e isso nunca tinha me acontecido. Fiquei tão nervoso que tomei até remédio para conseguir dormir”, conclui.
 
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