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 Instituto de Pesquisas Tecnológicas mapeia áreas com risco de alagamento em Itaí






Segundo os pesquisadores, município possui cinco áreas de risco, sendo três às margens do Rio Carrapato e duas pontes que canalizam o Ribeirão Lajead

 Um equipe de pesquisadores do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) realiza um levantamento sobre possíveis áreas com risco de alagamento, em Itaí (SP). Nesta segunda-feira (27), a equipe visitou o Centro, onde alguns moradores vivem perto do rio Carrapato.

De acordo com o pesquisador Marcelo Gramani, o Instituto vai analisar cinco áreas que são consideradas de risco na cidade. Três ficam ao longo da margem do rio Carrapato, no Centro, e as outras são duas pontes que canalizam o Ribeirão Lajeado e acumulam água da chuva
“Primeiro vamos identificar essas áreas e fazer o mapeamento de risco analisando duas situações. A frequência que a água do rio sobre e quais os impactos que ela causa nas moradias e nos moradores. A partir disto o risco é qualificado em baixo, médio, alto ou muito alto. Essas informações serão enviadas para a prefeitura para que o Executivo providencie ações de prevenção para garantir a segurança da população”, explica Marcelo.
Segundo o coordenador da Defesa Civil Benedito Tiburcio, cerca de 200 pessoas vivem às margens do rio Carrapato e a área é considerada de risco médio, ou seja, quando chove pode inundar, porém devagar, dando tempo para as autoridades agirem. “Quando observamos que vem uma chuva forte já ficamos em alerta. Vamos até os locais e, se necessário, pedimos aos moradores saírem das suas casas. Orientamos também que sempre aos moradores observarem se nível do rio está aumentando para ligarem para a Defesa Civil pelo telefone (14) 3761-2558”, conta.
A assistente social Edna Pacífico mora perto da margem do Rio Carrapato há mais de um ano e afirma que quando chove não consegue dormir. “Eu sei que estou na beira de risco, porém não tenho condições de me mudar ou pagar um aluguel em outro lugar. Vivo aqui sempre com medo, pois é só chover que o rio enche e a água quase chega em casa. Quando começa a chover à noite não consigo dormir”, afirma.
Já a vendedora Mareli Graciano conta que vive perto do rio desde criança e apesar do nível do rio subir, ele nunca chegou em sua casa. “Eu gosto de morar aqui e não tenho medo. Moro aqui desde criança e minha casa nunca foi inundada”, conta.








 
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