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Mulheres gravam vídeo para incentivar denúncias de violência doméstica: 'Não tenha medo'
Iniciativa de uma policial militar reuniu mais de 10 mulheres da região de Avaré (SP). Vítimas viram campanha como uma forma de orientar outras pessoas.
Para encorajar vítimas de violência doméstica, um vídeo com uma mensagem de apoio e que incentiva a denúncia e foi feito por mulheres da região de Avaré (SP) e divulgado nas redes sociais.
O vídeo conta com mais de 10 mulheres que aparecem em fotos pretas e brancas e segurando placas que formam uma mensagem destinada às vítimas de violência (veja abaixo).
A iniciativa foi da policial militar Cyndi Olavo de Moraes, de Itaí (SP), que decidiu reunir o grupo para sanar dúvidas sobre o tema.
“As pessoas sempre me procuram para tirar dúvidas sobre este tipo de situação. Faço palestras sobre o tema, mas por causa da pandemia elas estão paradas. Foi aí que surgiu a ideia de fazer o vídeo e responder todas as perguntas”, explica.
Segundo Cyndi, a mídia foi divulgada na internet e a repercussão está sendo positiva. “Vi a campanha e resolvi trazer para a nossa realidade, de acordo com os números da nossa cidade e região.”
Priscila Macedo faz parte dos dados de violência contra a mulher e aceitou o convite para participar do vídeo porque considera importante incentivar as denúncias.
“Passei um por relacionamento onde sofri violência doméstica, financeira e psicológica. Por vezes fiquei totalmente dependente dele para minhas necessidades materiais”, conta.
“Tenho a convicção da importância de denunciar. No caso da violência psicológica a maioria das vezes a mulher se sente presa ao relacionamento, seja por medo ou vergonha, mas não se calem. A situação pode parecer impossível de resolver, mas acionem todos os canais de denúncia. Há uma rede de apoio para que a vítima receba o suporte necessário para ficar fora de alcance e vigilância do agressor”, diz Priscila.
Aline da Silva Oliveira também foi vítima de violência psicológica e afirma que participou da campanha porque enxergou como uma forma de orientar outras mulheres.
“Muitas mulheres às vezes já não tem nem forças pra procurar ajuda ou nem sabem que estão sofrendo uma violência. Acham que a violência é só física, mas no caso da psicológica você não consegue ver que está sendo uma vítima. Você acaba se acostumando, não denuncia porque isso se torna normal.”
Priscila Macedo faz parte dos dados de violência contra a mulher e aceitou o convite para participar do vídeo porque considera importante incentivar as denúncias.
“Passei um por relacionamento onde sofri violência doméstica, financeira e psicológica. Por vezes fiquei totalmente dependente dele para minhas necessidades materiais”, conta.
“Tenho a convicção da importância de denunciar. No caso da violência psicológica a maioria das vezes a mulher se sente presa ao relacionamento, seja por medo ou vergonha, mas não se calem. A situação pode parecer impossível de resolver, mas acionem todos os canais de denúncia. Há uma rede de apoio para que a vítima receba o suporte necessário para ficar fora de alcance e vigilância do agressor”, diz Priscila.
Aline da Silva Oliveira também foi vítima de violência psicológica e afirma que participou da campanha porque enxergou como uma forma de orientar outras mulheres.
“Muitas mulheres às vezes já não tem nem forças pra procurar ajuda ou nem sabem que estão sofrendo uma violência. Acham que a violência é só física, mas no caso da psicológica você não consegue ver que está sendo uma vítima. Você acaba se acostumando, não denuncia porque isso se torna normal.”
 
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